sábado, 16 de março de 2013

Jesus: Por que o adoramos?


INTRODUÇÃO

Esta imagem é apenas ilustrativa
Ao longo dos séculos de existência do Cristianismo, foram concebidas ideias diversas acerca de Jesus. Uma delas é a de que Ele não é Deus, e, portanto, não deve ser adorado. Em nossos dias os "Testemunhas de Jeová" são os combatentes mais ferrenhos da divindade de Jesus e de sua adoração.  

Nesse sentido, é interessante observar que o próprio Jesus enfatizou a exclusividade de Deus para receber adoração. Quando estava sendo tentado no deserto disse ao tentador: “Está escrito: ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. (Lucas 4.8).

Uma interpretação isolada e precipitada desse texto exclui o próprio Cristo de ser adorado e receber culto. No entanto, quando estudamos essa temática nas Escrituras Sagradas, encontramos fartas evidências que, não só apontam para a divindade de Jesus, mas também para o fato de que Ele é digno de adoração. Essa constatação também provoca em nossas almas o doce anseio por adorá-lo.

O autor da carta aos Hebreus traz uma declaração que dirime quaisquer dúvidas nesse sentido, ao dizer: “E, novamente, ao introduzir o primogênito no mundo, diz: e todos os anjos de Deus o adorem”. (Hebreus 1.6). 

Além das muitas outras evidências bíblicas que dão suporte ao entendimento de que Jesus é digno de adoração, gostaria de me ater nesta reflexão, à que está registrada no primeiro capítulo do Evangelho de João, que diz:

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. 4 A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. 5 A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela [...] 10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; 13 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai". 

Esse texto traz quatro implicações poderosas acerca de Jesus, que dão respaldo à convicção que os evangélicos têm de que Jesus é digno de adoração:

1) Ele é eterno e poderoso – portanto, ele é Deus; 
2) Ele possuía humanidade - o Verbo se fez carne, se fez humano; 
3) Ele trouxe a graça e a verdade; e, 
4) Ele nos revelou o Pai.

Essas quatro verdades se constituem as razões principais por quê acreditamos que Jesus é digno de nossa adoração, as quais passaremos a expor e comentar.

1 ELE É ETERNO E PODEROSO – PORTANTO, ELE É DEUS.

João chama Jesus de “o Verbo”. Essa expressão está ligada ao pensamento grego, através do qual designavam o princípio responsável pela existência de todas as coisas, e "organizador que governa o mundo"; princípio proposto pelo filósofo grego Heráclito de Éfeso, que viveu entre 540 a 470 a.C; a causa primeira, na argumentação filosófico-teológica de Santo Agostinho. João “tomou emprestada” essa ideia tão disseminada à época para apresentar Jesus como esse Logos (Verbo) aos seus leitores.

1.1 ELE ESTAVA NO PRINCÍPIO DE TODAS AS COISAS.

- Os judeus supervalorizavam o fato de serem filhos de Abraão (descendentes diretos desse patriarca). Jesus foi enfático ao afirmar: “Em verdade em verdade vos digo: Antes que Abraão existisse Eu Sou”. (João 8.58);
- Os judeus supervalorizavam o Templo. Jesus bradou: “Aqui está quem é maior do que o Templo”. (Mateus 12.6);
- Os judeus supervalorizavam a tradição. Jesus revolucionou esse conceito declarando: “Porque o Filho do Homem é Senhor do Sábado”. (Mateus 12.8).

1.2 OUTRO ASPECTO IMPORTANTE

Deve-se destacar o fato de que o mundo veio à existência por seu intermédio. “Sem Ele nada do que foi feito se fez”, ou “[...] nada do que foi feito teria sido feito”.

II SUA HUMANIDADE

Ele “se fez carne”, ou seja, Ele se fez humano. E isto significou que:

2.1 ELE TROCOU A SUA GLÓRIA PELA HUMILHAÇÃO

O escritor da carta aos Hebreus faz a seguinte descrição desse processo de humilhação do Verbo divino: “Ora desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a Ele sujeitas; vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus provasse a morte por todo homem”. (Hb 2.8 – 9).

2.2 ELE IDENTIFICOU-SE CONOSCO – “Habitou entre nós”.

Na mesma carta aos Hebreus está escrito:

"Visto, pois,  que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida [...] Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel Sumo Sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo, pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderosos para socorrer aqueles que também são tentados”. (Hebreus 2.14 – 18).

Essa identificação de Jesus conosco deu-lhe condições de:

- nos representar no deserto (2º Adão);
- nos substituir na Cruz do calvário;
- nos apresentar diante de Deus como Sumo Sacerdote que se tornou.

3 ELE TROUXE A GRAÇA E A VERDADE

GRAÇA é favor imerecido. A Bíblia ensina que é só pela graça e não pelas obras que somos salvos; A graça tirou de nossos ombros o peso da Lei;
O apóstolo Paulo ensina que os sacrifícios do Velho Testamento não eram suficientes para salvar ninguém; eram imperfeitos, eram sombras apenas.
VERDADE – o ser humano sempre viveu em busca da verdade – hoje ensina-se que a verdade absoluta não existe: cada um tem sua verdade, ela é relativa. Porém, Jesus declarou: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.

IV ELE REVELOU O PAI

Quando José estava aflito por causa da gravidez de Maria, Deus enviou um anjo em sonho para José com a seguinte mensagem:
 
José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles. Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco) (Mateus 1. 20 – 23).

Quando Jesus se referiu ao Pai, os Judeus perguntaram: “Onde está teu [Pai]”? Jesus respondeu: “Não me conheceis a mim, nem a meu Pai; se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai”. (João 8.19);

Quando Filipe chegou para Jesus e disse: “Senhor, mostra-nos o Pai. E isso nos basta”. Jesus lhe respondeu: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes: mostra-nos o Pai?” (João 14.8).

Considerações Finais

Apesar de estar claro nesses poucos argumentos as razões de nossa adoração a Cristo, sempre haverá resistências. Espero, no entanto, que essa breve reflexão sirva de norte para aqueles que realmente sentem o anseio no coração anseio de se tornarem verdadeiros adoradores, pois adorar ao Senhor Jesus, é adorar o próprio Deus, já que Ele disse: "Eu e o Pai somos Um".

No amor de Cristo,
Pr. Daniel

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