sábado, 21 de junho de 2014

Críticas ao Cristianismo: reflexões iniciais sobre o pensamento de Bertrand Russel e outros ateus

Costuma-se acusar a religião, sobretudo o Cristianismo, de ser responsável pela crueldade e atravancar o progresso da humanidade, ao longo de sua história. Nesse sentido, até concordo que sistemas religiosos construídos, supostamente, sobre os ensinamentos de Jesus foram e têm sido responsáveis por verdadeiros desmandos. Esse fato, no entanto, não justifica acusar o Cristianismo de responsável pela crueldade humana e por colocar entraves ao progresso da humanidade. 

Por outro lado, aqueles que têm esse posicionamento contra a religião, em especial ao Cristianismo, via de regra ateus, não levam em consideração que justamente os regimes políticos que procuraram sufocar o sentimento religioso de seu povo, em especial de cristãos, foram e têm sido regimes despóticos e cruéis, que arrastaram e têm arrastado seu povo para a miséria, a exemplo da antiga União Soviética e a atual China.

Nesse afã de colocar em descrédito o Cristianismo e, obviamente,  sua figura central, Cristo, voluntariamente deixam de considerar o bem que Cristo e seus seguidores ao longo dos séculos têm feito à humanidade. 

Não consideram o fato de que, dizer-se cristão, não equivale a ser um. Verdadeiros cristãos, nascidos de novo, ao longo dos séculos têm dado contribuições vitais para a humanidade. Em tempo oportuno aprofundarei esse assunto aqui, mas só para constar, basta lembrar as contribuições de Sir Isaac Newton, que era um cristão confesso, e se tornou um cientista renomado, e ninguém pode, honestamente, dizer que ele não contribui definitivamente para o progresso da ciência. 

Para dar um exemplo pessoal do benefício que a fé cristã tem trazido para a humanidade, lembro que na época em que estudava me preparando para o ministério, fui designado para auxiliar uma igreja no Norte do Brasil, na região que se tornou famosa e conhecida como "Serra Pelada". Lá, pude constatar uma realidade cruel. 

Milhares de brasileiros infectados pela febre do ouro, de várias partes do país, mudaram-se para lá com o sonho de enriquecer. O ambiente que surgiu desses garimpos era moralmente terrível, marcado por prostituição e muita violência. Costumava-se ironizar que naquele lugar "matava-se um em um dia, e deixava-se dois para serem mortos no outro"; prostíbulos se multiplicavam. 

Aos poucos, no entanto, igrejas evangélicas  de diferentes denominações começaram a se instalar e propagar o evangelho naquele lugar; aos poucos também, esse cenário foi sendo transformado, pois muitas pessoas que viviam nessas condições abraçaram a fé em Jesus e tiveram, não só suas vidas transformadas, mas elas próprias passaram a influenciar positivamente outras pessoas.

Senti o impulso de escrever este artigo, com o intuito de desencadear outras discussões sobre esse assunto, depois que li um ensaio escrito por Bertrand Russel, intitulado "Porque não sou cristão". Em tempo oportuno escreverei reflexões sobre esse ensaio, mas gostaria de tecer algumas breves considerações acerca de Russel.

Deve-se reconhecer que Bertrand Russel, filósofo britânico do país de Gales (1872 - 1970), ao se tornar um grande ativista pela paz, certamente trouxe consideráveis contribuições nessa área, bem como em outras do conhecimento humano. Porém, analisando-o do ponto de vista cristão, seu ateísmo, e suas concepções equivocadas sobre o Cristianismo e sobre o próprio Cristo, impediram-no de reconhecer em Cristo o Príncipe da Paz profetizado pelos profetas do Velho Testamento. 

Considerando que declarava-se ateu e avesso à religião, sua concepção de vida futura, ele declarou: "Penso que quando morrer, eu me putrefarei e nada em mim sobreviverá [...]". Fica a indagação, que pretendo discutir em futuros artigos: será que isso é tudo que está reservado para nós seres humanos: viver, morrer e apodrecer? Ou será que existe a possibilidade de um final diferente?

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