INTRODUÇÃO
Apesar de a Bíblia usar a figura da mãe para ilustrar o amor
de Deus par conosco a figura do pai está mais associada à relação que temos com
ele. Jesus sempre que se referia a Deus usava a expressão pai. No evangelho de
João essa expressão é abundante – vide capítulos 14 e 15. Se em nossa cultura
não se deve subestimar a influência do pai sobre o filho(a), na cultura judaica
essa importância era muito mais forte.
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Texto Base: 1 João 3. 1 - 2
Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus, e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.
Em relação a nós Deus assume quatro papéis típicos de um pai terreno:
I ELE NOS GEROU
1.1 O pai terreno transmite
características pessoais ao filho;
1.2 Os discípulos receberam o nome de
cristãos, pela primeira vez, em Antioquia porque possuíam características que
lembravam Cristo.
1.3 A Bíblia ensina que nós fomos
renascidos pela Palavra: “Tendo renascido, não de semente corruptível, mas de
incorruptível, pela palavra de Deus, a qual vive e permanece”. (1 Pedro 1.23);
1.4 Por essa razão, é natural que se espere
de nós que reflitamos alguns de seus atributos, a saber: Amor (João 15.17), Justiça (Romanos 9.14-15),
e Santidade (“sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” Lev.
19.2).
II ELE NOS
SUSTENTA
2.1 “Preparas-me
uma mesa perante mim na presença de meus adversários” (Salmos 23)
2.2 Um dos
nomes de Deus é “Jeová Jiré”, que significa Deus que provê. (essa expressão
aparece na experiência de Abraão, quando Deus proveu o carneiro para o
holocausto no lugar de Isaque);
2.3 O
salmista exclamou “Eu me deito e durmo; acordo, pois o Senhor me sustenta”.
(Salmos 3.5).
III ELE NOS
PROTEGE
O que
habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao
Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio. Pois ele te
livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Cobrir-te-á com as suas
penas, e, sob suas asas, estarás seguro; a sua verdade é pavês e escudo. Não te
assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia, nem da peste que se
propaga nas trevas, nem da mortandade que assola ao meio-dia. Caim a mil ao teu
lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. (Salmos 91. 1 – 7).
IV
ELE NOS ORIENTA, EDUCA E REPREENDE
Tudo
isso pode ser observado nos textos abaixo transcritos da Bíblia Sagrada:
- Ele nos ensina
“Agora,
pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os
cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o Senhor, Deus
de vossos pais, vos dá”. (Deuteronômio 4.1).
“Escutai,
povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha boca”. (Salmo
78.1).
“Pois tudo
quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que,
pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Romanos
15.4).
- Ele nos repreende
“Bem
aventurado o homem, Senhor, a quem tu repreendes, a quem ensinas a tua lei
[...]”. (Salmos 94. 12).
“Porque o
Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.”
(Provérbios 3.12).
Ao nos ensinar e repreender, ele nos
educa.
V
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante
dessa relação de Deus conosco, qual deve ser o nosso papel como filhos?
5.1. Aceitar
a correção e admoestação do Senhor.
O autor da
carta aos Hebreus declarou:
Ora, na
vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais
esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: ‘Filho meu, não
menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado;
porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.’ É para
disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que
o pai não corrige?. (Hebreus 12.4 – 7)
5.2 Ser
filhos obedientes
Por isso,
cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que
vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência,
não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo
contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós
mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: “sede santos, porque
eu sou santo” ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de
pessoas,julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo
da vossa peregrinação, sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como
prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimentos que vossos
pais vos legaram, mas pelo precisos sangue, como de cordeiro sem defeito e sem
mácula, o sangue de Cristo [...]. (1 Pedro 1. 13 – 19).

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