segunda-feira, 22 de junho de 2015

Agressão a adeptos do candomblé

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Vi uma postagem com esse título no Face e fiquei incomodado. Como evangélico, precisava expressar minha opinião sobre esse fato e  o que vem acontecendo ultimamente no país envolvendo essa temática. No Face ficaria muito extenso. Dedique alguns minutinhos e leia o que tenho a dizer sobre o assunto.

Percebe-se claramente que alguns grupos estão querendo, sorrateiramente, desencadear uma guerra religiosa em solo brasileiro, que durante séculos vem testemunhando uma convivência pacífica entre as religiões. São pessoas sem escrúpulos e mal intencionadas. A estratégia que vem sendo utilizada é "jogar" as pessoas, principalmente adeptos de outras religiões, contra os evangélicos. Para isto, duas falácias estão sendo introjetadas no imaginário popular, quase como um delírio coletivo e hipnótico, com efeitos devastadores como veneno destilado por uma serpente. A  finalidade é clara: criar uma imagem extremamente negativa do povo evangélico brasileiro, e, receio, estão avançando perigosamente com esse intento.

A primeira falácia, que já está bem disseminada e aceita como sendo a mais pura verdade é a "homofobia". Obviamente, apontam os evangélicos como os "grandes inimigos" homofóbicos, simplesmente por expressarem sua opinião com base na Bíblia, que conforme acreditamos, é a revelação da vontade de Deus, e que, obviamente, choca-se com as concepções dos "politicamente corretos"; digo que é uma falácia porque, nenhuma estatística a comprova. Não há sequer um incidente de maus tratos de evangélicos contra homossexuais, pelo contrário, até agora todas as mortes e maus tratos contra eles estão associados diretamente ao tipo de vida arriscada e promíscua que vivem, sobretudo pelos seus hábitos noturnos. São agredidos por seus próprios colegas e por seus amantes. Toda essa celeuma foi desencadeada pelos ativistas LGBTS que reivindicam "direitos" que conflitam com a fé cristã. Basta ler a PEC 122.

Para transtornar mais ainda a vida dos evangélicos, a segunda falácia, que estão começando a instilar no imaginário popular é a da intolerância religiosa, obviamente intolerância dos evangélicos contra as demais religiões. No Brasil existe sim um histórico de intolerância religiosa, porém as principais vítimas foram os evangélicos que tiveram seus templos incendiados e destruídos e muitos crentes feridos. Os cultos de "matriz africana" usando a expressão sociológica em moda, também tiverem sua experiência histórica de intolerância. A grande culpada por essa intolerância todos sabem, ou fingem que não sabem, mas a história está registrada para quem quiser conferir. No entanto, evito dar nomes para não criar mais confusão do que a que já estão pretendendo criar. Mas isto é passado! Ou melhor, em parte. Pois você que não é evangélico não sabe o que é ser escanteado, discriminado e chamado de fanático nas escolas e universidades; ser evangélico é sinônimo de menos inteligência, de idiotice e de pessoas manipuladas. 

Tudo é permitido nas universidades e escolas, desde prostituição, consumo de bebidas alcoólicas, de maconha e outras ditas "manifestações artísticas", mas realizar um culto de adoração a Deus não é, ensinar bíblia e distribuir folhetos evangélicos não é, pois as escolas e universidades são laicas e em muitas, essa prática já é terminantemente proibida. Pergunto: quem é intolerante?

Minha tese, no entanto, é que não existe homofobia nem intolerância religiosa no Brasil, pelo menos como estão querendo fazer com que as pessoas acreditem, ou seja, os evangélicos são intolerantes e homofóbicos. Além do mais, sabe-se que tem muita malandragem por trás disso tudo para sangrar o dinheiro público.

Recentemente estão veiculando um suposto ato de intolerância religiosa praticado por "evangélicos" contra um grupo de "matriz africana". Não se investiga o que realmente aconteceu e já se acusa e condena os evangélicos. É possível que algum idiota tenha feito isto, ou, quem sabe até, uma simulação para incriminar os evangélicos, não sei, nessas alturas, tudo é possível; porém atribuir aos evangélicos intolerância religiosa já é ir longe demais. Quase todos os incidentes dessa natureza atribuídos a evangélicos comprovaram-se não verdadeiros. O ladrão entra no Centro Espírita para roubar, bagunça, quebra tudo e os primeiros acusados são os evangélicos; um louco entra em uma igreja católica, quebra algumas imagens e acusam os evangélicos, antes mesmo de investigar os fatos  e ninguém, nem uma nota pedindo desculpas à comunidade evangélica pela difamação (isto sim, é intolerância e preconceito).

Temos a liberdade de expressar nossa fé e no que cremos e no que não cremos. Isto não é intolerância. Sou evangélico há TRINTA E OITO ANOS, não são trinta e oito dias. Durante esse tempo, nunca ouvi nenhum pregador ensinar esse tipo de atitude para com pessoas de outras religiões. Pelo contrário, é-nos ensinado pelo próprio Cristo a "Amarmos os nossos inimigos e orarmos pelos que nos perseguem"; se Ele nos ensina a agir assim com nossos "inimigos" e com os que "nos perseguem", como iríamos apedrejar e humilhar outras pessoas que, até que se prove o contrário, não são nossas inimigas? Isto é insano.

Nós evangelizamos, apresentando argumentos bíblicos, mas ninguém é obrigado a concordar conosco, ninguém é forçado por nós a crer como nós cremos, nem os discriminamos por isto. Apenas cumprimos o que Jesus disse: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho [..]". E é bom lembrar que os apóstolos pregaram contra a religião oficial pagã do Império Romano, baseada na adoração a César e ao seu panteão de deuses, o que hoje chamaríamos de religião de "matriz romana", utilizando-se a nomenclatura sociológica. Assim também pregaram contra o panteão de deuses gregos, ou religião de "matriz grega", anunciando que só a fé em Jesus poderia salvar o homem da condenação eterna. Quase todos foram mortos por isto.

Discordar de uma ideologia em detrimento de outra não é intolerância, é o exercício do livre pensamento em um país democrático. Ou será que esse direito só é reservado às "manifestações artísticas", mormente nas "paradas gay" que zombam flagrantemente de nossa fé? Se algum evangélico diz que alguém vai para o inferno se não crer em Jesus como único e suficiente Salvador está sendo intolerante? Acredito que não, pois se assim o fora, teríamos que enquadrar João Batista como intolerante, pois conclamava os Judeus a se arrependerem de seus pecados para fugirem do juízo eterno; nesse raciocínio, Jesus também deveria ser considerado intolerante, pois disse: "Aquele que não crer e for batizado já está condenado" (Marcos 16.16). Nenhum evangélico vai jogar pedra em alguém que não acreditar nisso! Seguimos nossas vidas, simplesmente. Se estamos certos ou não, só a eternidade o dirá.

Se quiserem entender o que realmente é intolerância religiosa leiam e assistam o que os muçulmanos radicais estão fazendo com os cristãos, não só evangélicos, mas também católicos. 

Finalmente, se for comprovado que esse deplorável incidente com a menina adepta do candomblé envolveu algum dito evangélico, pode ter certeza que é um fato muitíssimo isolado, e que nós evangélicos  de verdade repudiamos tal atitude!

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