"Tendo Jesus saído do templo [...]" (Mateus 24.1)
É interessante que uma das críticas mais recorrentes contra o Cristianismo é que Jesus não fundou nenhuma igreja. É certo que ele não fundou nenhuma denominação tal qual as conhecemos hoje, mas sua igreja ele fundou sim. Certa feita Jesus dirigindo-se a Pedro disse: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus 16.18).
Não faz nenhum sentido a interpretação que a teologia católica dá a esse texto, sustentando que Jesus edificaria a igreja sobre Pedro. Além do apóstolo ser um homem falho e mortal, o texto no original grego não permite esse tipo de interpretação. Se assim fosse, a igreja não teria subsistido ao longo dos séculos de sua existência, Jesus referia-se a Ele próprio, a Rocha inabalável. Mas a discussão no momento não é sobre esse aspecto teológico, mas sobre o fato de que Jesus fundou uma Igreja, conforme ele próprio se expressa "a minha igreja".
Não faz nenhum sentido a interpretação que a teologia católica dá a esse texto, sustentando que Jesus edificaria a igreja sobre Pedro. Além do apóstolo ser um homem falho e mortal, o texto no original grego não permite esse tipo de interpretação. Se assim fosse, a igreja não teria subsistido ao longo dos séculos de sua existência, Jesus referia-se a Ele próprio, a Rocha inabalável. Mas a discussão no momento não é sobre esse aspecto teológico, mas sobre o fato de que Jesus fundou uma Igreja, conforme ele próprio se expressa "a minha igreja".
A acepção do termo "igreja" é decorrente do vocábulo grego "ekklesia", que literalmente significa "chamados para fora", ou seja um grupo de pessoas separado de um outro maior com um propósito determinado. O Senhor Jesus, ao longo dos séculos tem salvo um significativo número de pecadores, tirando-os de sua condição de mortos espirituais, dando-lhes vida e da condição de condenados à de salvos.
Apesar dessa breve explicação, a título de introdução, o objetivo primeiro desta reflexão não é o de debater sobre o fato de Jesus ter fundado sua igreja (não um sistema religioso ou quaisquer denominação), mas o de refletir sobre um fato que nos chama a atenção no texto citado: o templo e a sinagoga eram lugares cotidianamente frequentados por Jesus, com o objetivo de ensinar ao povo e de adorar a Deus, na sua condição de humano e de judeu. Acredito que podemos enxergar esse fato como aprovação da existência de lugares específicos para o aprendizado da palavra, para a oração e para a adoração, que hoje conhecemos como igrejas.
Há um segmento de pessoas no meio evangélico, que se declara crente em Jesus Cristo, mas que decidiu não frequentar nenhuma igreja, por ter o entendimento acima discutido de que Jesus não fundou nenhuma, e são conhecidos como os "desigrejados". Isto é uma atitude equivocada e tola, pois, a igreja do primeiro século, por sentir a necessidade de se reunir em algum lugar específico para a adoração e para o ensino da palavra, paulatinamente passou a construir lugares ou usar outros já construídos, com esse propósito específico.
Há um segmento de pessoas no meio evangélico, que se declara crente em Jesus Cristo, mas que decidiu não frequentar nenhuma igreja, por ter o entendimento acima discutido de que Jesus não fundou nenhuma, e são conhecidos como os "desigrejados". Isto é uma atitude equivocada e tola, pois, a igreja do primeiro século, por sentir a necessidade de se reunir em algum lugar específico para a adoração e para o ensino da palavra, paulatinamente passou a construir lugares ou usar outros já construídos, com esse propósito específico.
Jesus é o nosso exemplo máximo de vida cristã e ele era, essencialmente, um homem do templo e das sinagogas, e isto desde criança, como é possível constatar pelo incidente em que ele se "perdeu" de seus pais e foi encontrado no templo conversando com os anciãos, dando um show de conhecimento bíblico e de sabedoria. Essa constatação é reforçada pelas palavras de Jesus durante o incidente em que uma multidão o foi prender no jardim do Getsêmani. Ele os fez lembrar de sua rotina, dizendo: "Saístes com espadas e porretes para prender-me, como a um salteador? Todos os dias, no templo, eu me assentava [convosco] ensinando, e não me prendestes." (Mateus 26.55).
Do exposto, percebemos o quanto o templo, ou o local de oração e de adoração dos judeus, fazia parte marcante do cotidiano do Mestre, devendo fazer parte do nosso também; deve ser nosso referencial de espiritualidade, pois experiência tem demonstrado que os crentes que perdem o desejo de frequentar a igreja não estão bem espiritualmente e, aqueles que, por algum motivo, o deixam de fazer, esfriam na fé. Por fim, é bom lembrar a exortação o autor da carta aos Hebreus para não deixarmos "[...] a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia." (Hebreus 10.25). Herdamos esse costume sadio da cultura judaica e não há porque mudar essa situação, que é vital para o crescimento da Igreja e fortalecimento da fé e da comunidade cristã.
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